Artigos da Tag sátira

26
mai

Ah, os fãs.

por Nogueira em 26.mai.2017 | Tags:  , , ,  

Ao trabalhar com o público, especialmente quando há aquela saudável distância física e, por isso, não é necessário encarar um focinho desagradável, se tem que lidar com estupidez e ganância alheia. Em profusão e de mãos dadas. E de uma forma completamente sem noção.

Imagine o tipo a perguntar coisas absolutamente óbvias? Ou pedir dinheiro assim, sem mais, sem menos. Como se o interlocutor, sabe-se lá onde do outro lado da tela, se numa casa, escritório, firma de assessoria de imprensa, cyber café, na casa dele ou num puteiro, fosse lá seu chapa de muitos anos.

É assim que começa quando o interlocutor é homem: já te chama de ‘amigo’ no chat. E o sujeito sequer curtiu a página — aparece no cantinho lá se o gajo curtiu ou não e quando o fez. Mas ele vem com papo rasteiro de que é fã de carteirinha. E já vai logo pedindo dinheiro. Ou algum tipo de ajuda, caso não seja possível conseguir dinheiro. (O que nunca acontece, afinal alguém dá dinheiro a desconhecidos assim, de boa?)

Se você gerencia a página de um artista, é provável que o sem noção ficará por cerca de alguns dias, talvez até meses, pedindo alguma forma de ajuda, um endosso do trabalho dele ou enviar discos autografados; gravar vídeos falando bem dele/a ou cantando para ele/ela; pedem para você fazer uma letra, uma música para homenageá-los, do nada também; e escrever na TL dele o quanto você o/a ama!

Essa falta de noção, é claro, vem sempre acompanhada de carência de talentos e sobras em ‘se dar bem não importa como’. O que se pode esperar de uma pessoa que diz, já no primeiro diálogo que ‘te ama’? Ora, minha filha como que é você pode amar alguém que nunca viu o focinho? E na primeira vez que fala com ele? Oxente, é muita falta de noção.

Outras, perguntam se ‘você tem família’. A vontade de responder é ‘não, sou filho de chocadeira’; ou ‘mas é claro que não, meus pais me abandonaram na Febem quando eu tinha seis meses, fui criado num orfanato, nunca quiseram me adotar porque eu era um catarrento feio demais da conta e aí acabei encostado; ou ainda: ‘sou o resultado da primeira clonagem humana da história, feita pelos soviéticos, mas a tecnologia era ainda rudimentar e eu vim com defeito, os russos não quiseram ficar pelo constrangimento de experimento mal sucedido, mas por compaixão me abandonaram no cais do Porto de Santos e acabei criado num bordel’.

Infelizmente não tenho a liberdade de responder a essas pessoas de uma maneira que julgo merecedora. Ao menos, porém, posso escrever sobre.



23
mai

#Fora Temer

por Nogueira em 23.mai.2017 | Tags:  , , ,  

Ah, o marasmo que temos aqui nesse blog não existe na cheia de mazelas vida política do Brasil, não é mesmo? E, para demonstrar isso, honrarei a figura do nosso excelentíssimo presidente da república, não obstante seu desapreço por memes:

Memes do Michel Temer - Não pense em trabalho, renuncie!

Memes do Michel Temer - Você pode substituir a renúncia pelo suicídio, por exemplo.

Memes do Michel Temer - Não me usa como meme que te dou um beliscão

Memes do Michel Temer - em breve no Brasil: A usurpadora

Memes do Michel Temer - Programa minha casa caiu

Memes do Michel Temer - Michel Temer e seu cosplay de Vingador

Memes do Michel Temer - você pode substituir o vice por uma guirlanda por exemplo

Memes do Michel Temer - Michel Temer e o Vasco: porque eu sei o que é ser vice ser rebaixado

Memes do Michel Temer - Ou é o Coringa?

Memes do Michel Temer - Mas olha a audácia desse...

Memes do Michel Temer - o mergulho mal sucedido

Memes do Michel Temer - um bife no inferno



14
fev

Imprimindo com iPad

por Nogueira em 14.fev.2013 | Tags:  , , , , , , , , , , , ,  

Querem ver como é simples imprimir com iPad sem ter de comprar aquele maldito adaptador de Lightning para VGA que só custa oitenta mangos? Simples, aí está:

Como imprimir com um iPad

Ah, lembre-se que você terá de comprar adaptadores vários para conectar o iPad no que quer que seja.

Acredite, o autor da fotografia não está debochando de ninguém.  Muito menos a Apple troça dos usuários, proibindo-os, por exemplo, de visitarem sites como Youtube ou Vimeo. Embora eu não saiba se já existe uma versão destes sites exclusiva para iPad.

Talvez as pessoas pensem que a Apple faça assim para melhorar a experiência do usuário ou para que haja um ambiente mais seguro. Negativo. Apenas não apetece ao nariz da Apple o Adobe Flash. Como também apetece a eles apenas permitir a instalação no iPad aquilo que eles aprovem, da mesma forma que nos computadores Mac. O mesmo vale para as coisas que você lê no tablete, exceto é claro, sites pela internet.

Tablete é um nome infame, não? Ler mais…;



23
mar

Por que não te calas?

por Nogueira em 23.mar.2010 | Tags:  , , , ,  

Por que não te calas?

Todas as gentes falam, dirigem-se  umas às outras o tempo inteiro em variados contextos, de variadas maneiras, tons e volumes. E mesmo quando estão sós, pensam em outras que não elas mesmas; os devaneios  íntimos de tantos Josés e Marias sempre têm um quê dirigido ao outro: pensam em como fazer boa figura, no galanteio a dar na colega do trabalho, na peça a pregar num desafeto,  na possível javardice com uns tipos ou tipas vistosos. E isso a dar-se a todo tempo desde que a espécie humana anda pela Terra.

Ou melhor, fala. O tempo todo.

E não há na natureza animal melhor apetrechado para comunicar-se que o homem. Alguns zoólogos metidos a besta dizem que as baleias têm uma linguagem complexa, talvez mais que a humana. Sandice. Baleias não têm repertório, por mais que seus esturros sejam tonitruantes. Vão falar de quê? Sobre camarões, pesqueiros japoneses e arpões? Tubarões e arenques? Quiçá mexilhões.  Os humanos, ah, não. Uma mocinha coquete tricota com as amiguinhas sobre o sucesso do batom novo, omitindo, é claro, o decote acintoso. O sujeito cabotino jacta-se com seus comparsas sobre suas incontestáveis habilidades  nas cartas. O advogado tergiversa sobre como ele saiu-se bem no tribunal com seus companheiros de chicanas, ainda que na verdade tenha sido espicaçado pelo juiz por um mero erro gramatical na mais simples das petições.

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