Arquivo de outubro 6th, 2015

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Sandices veganas, II

por Nogueira em 06.out.2015 | Tags:  , , , , ,  

Vegano picado por cobra venenosa: qual atitude?

Dando seguimento ao que se pretende ser uma pequena série sobre as sandices, obscurantismo e tolices do veganismo, seria interessante notar que os adeptos dessa ideologia costumam dizer que seus alimentos são naturais e que, claro, por isso mais saudáveis.

É sensato tecer um pequeno comentário antes de se seguir aos alimentos naturais veganos ou ao menos a alguns deles que são tidos como essenciais.
Grosso modo, tem sido comum, quando as pessoas se refiram aos alimentos naturais  pensem em frutas, legumes, grãos, hortaliças — preferencialmente de cultivo orgânico e sem modificação genética, os chamados transgênicos ou OGM’s (organismos geneticamente modificados), como se fosse possível ignorar os processo de seleção natural necessários ao surgimento da agricultura.

Se alguém citar carne de boi, frango, porco, etc., elas serão automaticamente tiradas do campo ‘natural’. Os embutidos e semiprocessados, então, muito pior. Presuntos, mortadelas, linguiças, salames, copa lombo, enfim, serão também todos colocados bem longe desse grupo de alimentos naturais e o mesmo será feito em relação aos queijos e alguns outros laticínios, como creme de leite, coalhada, etc., se fazendo, entretanto uma meia exclusão para ‘queijos mais saudáveis’, como se faz no Brasil com o queijo branco tipo minas. Uma outra exceção algo estranha ­— mas não feitas por veganos — acontece em relação aos peixes, misteriosamente eles são mais saudáveis e, claro, ‘naturais’ (como se, também, não se tratasse de animais). Ler mais…;



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Enquanto isso, na Austrália.

por Nogueira em 06.out.2015 | Tags:  ,  

Estrada australiana.



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Fotografias de si mesmo e outras diabruras

por Nogueira em 06.out.2015 | Tags:  , ,  

Selfie Old School

Não consigo entender certos estranhos hábitos que algumas pessoas desenvolveram com a massificação do acesso à internet, notadamente nas redes sociais — leia-se Facebook.

Um deles e que me parece mais atual, ao menos em ‘minha linha do tempo’ (a qual ainda me refiro sempre como mural), e que é simplesmente bisonha é, no dia do próprio aniversário, o meliante postar uma foto de si ou mesmo um álbum inteiro em poses narcisistas e um tanto ridículas e se dar parabéns pelo próprio aniversário.

Que tipo de insegurança, carência ou necessidade de chamar atenção é essa? E do modo mais tosco possível: com fotos de si mesmo. Me escapa ao entendimento tal tipo de necessidade, afinal, se acessarmos o Facebook, não importa em que horário, em questão de pouco tempo o puto te avisará que fulano, beltrano, ciclano ou seja lá qual for o barnabé que esteja em sua pandilha de miguxos avisará qual está a fazer anos.

Se alguém assim o fizer, faço questão de não cumprimentar.

Por mais que o focinho de uma tipa seja agradável e seu curvilíneo corpo desperte a libido alheia, por fotos de si o tempo inteiro é algo broxante.

E ainda, ao menos em minha mente (e não sei o quanto sou doentio, esquisito ou intolerante), terei a impressão que a pessoa tem algum tipo de transtorno, como o de personalidade narcisista. Enfim, essa cepa de gente parece acreditar que seus amigos, contatos, colegas, conhecidos, vizinhos, inimigos, o Renan Calheiros, a corte britânica, a torcida do Flamengo, o Gandalf, os mujahidin, o palhaço Krusty, o Reino Monera (quiçá o Fungi) e o Satanás (e, porque não, Javé?) orbitam ao redor do seu umbigo. E tudo diz respeito a eles, evidentemente.

E tem, nesse caso, algo bem peculiar: noto que essas pessoas, quando têm gostos em comum, tendem a se reconhecer no outro, ao perceber o que se chama de ‘algo em comum’, enfim, por mínimo que seja, a preferência por um filme xyz, ter um hábito tal e qual, essas bobagens insignificantes — de uma perspectiva objetivante — geram uma empatia tal que cria, a bem dizer, uma laço de afeição aparentemente do vácuo — a maravilhosa capacidade humana de atribuir significados subjetivos se mostra aqui em toda sua força. Mas, para essa canalha narcisista? Oh, não!

Se eles gostam de algo, têm um hábito peculiar ou metas quaisquer que sejam e descobrem que alguém que não eles também os tem, qualquer que seja ele,  pronto, está instaurado um conflito dos mais sangrentos. Eles se sentem menos únicos, se acham vulgarizados em suas opções, escolhas racionais, emotivas, conflitos interiores e o que mais possa vir.  E, como sugerido, creio que esse sentimento seja tudo menos justificável, tudo menos saudável de uma perspectiva inteiramente psiquiátrica, poder-se-ia dizer. Para além de tudo, é deveras antissocial. A recomendação, portanto, ao se notar um espécime assim é, creio, afastar-se e não alimentar seu ego, tampouco entabular qualquer tipo de interação, exceto que se tenha a presença de espírito digna do Dalai Lama e, talvez, do Papa Chico.

 



6
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Sandices veganas, I

por Nogueira em 06.out.2015 | Tags:  , , ,  

Algo muito impressionante e mesmo divertido é a abjeta ideia de que os seres humanos sejam feitos para comer vegetais e apenas eles. Como se os humanos fossem adaptados pela evolução biológica, dos tempos do mais remoto hominídeo até agora, com um organismo herbívoro, tal um cavalo ou um bode. É evidente que apenas uma mente com uma inteligência tipicamente bovina poderia advogar tal sandice. Ela implica uma impossibilidade: o desenvolvimento dos humanos, desde o paleolítico, como consumidores de vegetais e apenas deles. Ora, é como se a agricultura em sua origem precedesse a caça e as atividades coletoras e, que em vários momentos eram impossíveis: a ocupação dos ancestrais humanos de localidades de clima temperado a frio impediu a coleta de alimentos de origem vegetal e tais antepassados eram relegados obrigatoriamente ao consumo de alimentos de origem animal especialmente nos invernos e nas eras glaciais.



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Melhor idade?

por Nogueira em 06.out.2015 | Tags:  , , ,  

Ainda não entendi o sadismo que subjaz na necessidade das pessoas de chamar a ‘terceira idade’, a velhice enfim, de melhor idade. Além de recalcar ideia da velhice, senilidade, proximidade da morte, da dor e de toda a decadência física e mental dos jovens de si mesmos, para o próprio conforto, é insultuosa para com aqueles que já estão na velhice, sim, com um pé ou os dois, na cova. Ou acaso alguém julga que a demência, a dor, a incapacidade de fazer coisas básicas, voltar a sujar as calças é algo que possa ser confundido com ‘melhor idade’? É um sadismo vil, cruel, típico de um sujeito assaz escroto e propalado pela mais infame casta que, normalmente ocupa posições na mídia, repetindo como papagaios as diatribes e posições de seus patrões.