14
fev

Imprimindo com iPad

Querem ver como é simples imprimir com iPad sem ter de comprar aquele maldito adaptador de Lightning para VGA que só custa oitenta mangos? Simples, aí está:

Como imprimir com um iPad

Ah, lembre-se que você terá de comprar adaptadores vários para conectar o iPad no que quer que seja.

Acredite, o autor da fotografia não está debochando de ninguém.  Muito menos a Apple troça dos usuários, proibindo-os, por exemplo, de visitarem sites como Youtube ou Vimeo. Embora eu não saiba se já existe uma versão destes sites exclusiva para iPad.

Talvez as pessoas pensem que a Apple faça assim para melhorar a experiência do usuário ou para que haja um ambiente mais seguro. Negativo. Apenas não apetece ao nariz da Apple o Adobe Flash. Como também apetece a eles apenas permitir a instalação no iPad aquilo que eles aprovem, da mesma forma que nos computadores Mac. O mesmo vale para as coisas que você lê no tablete, exceto é claro, sites pela internet.

Tablete é um nome infame, não?Engraçado que as pessoas falam tão mal do Windows e se esquecem que o ambiente nele é livre. Qualquer um pode desenvolver um programa para ele, por mais boçal que se possa ser.  Mas para Apple… ah, não.

Mas o que mais me diverte é a relação custo/benefício dos produtos Apple. É simplesmente sensacional. Comecemos aqui pelo mesmo iPad, que aqui no Brasil, com alguns poucos componentes como o ‘iPad Smart Cover’, ‘adaptador de Lightning para VGA’, ‘leitor de Lightning para câmera com cartão SD’, ‘teclado sem fio da Apple (US)’ e ‘cabo de Lightning para USB (1m)’, sai apenas 3.294 reais. Mais abaixo se pode ver na imagem que na Loja Apple dos EUA o mesmo bicho sai por 904 dólares (1.770 reais). Ao câmbio de hoje, quatorze de fevereiro de 2013, 3.294 reais equivalem a 1682,76 dólares. A diferença de preço é da ordem de quase 80%. Mas ninguém, nem a Apple nem eu, está debochando de quem compra esse tipo quinquilharia eletrônica. Uso o termo pouco elogioso porque o iPad, em vista da sua grande compatibilidade com os mais variados dispositivos, do seu tamanho prático para o uso como telefone no meio da rua, e pela sua conhecida robustez, não me parece assim tão útil quando um telefone móvel ou um laptop. Aliás um bem parrudinho no Brasil, com um tera de HD e tal sai por cerca de 2,5 mil reais. 1024Gb é um pouquinho mais do que os 64Gb do iPad, né? Ah, e já vem com teclado e portas USB, não é ótimo? E tem com Windows 8. Você pode nele colocar/instalar/fazer o que lhe der na veneta! Eu não estou mentindo e você ainda economiza mais de oitocentos paus.

Como eu tinha dito, a imagem com os preços.

Preco do iPad
 

Agora o que os senhores verão é o verdadeiro e sincero comprometimento da Apple em oferecer preços competitivos para seus produtos no Brasil e no mundo. E, especialmente, a sua seriedade para conosco no Brasil. Ambos os produtos, aqui e nos EUA, estão com as mesmas modificações, exceto o ‘Mac book pro’, onde o processador listado nos EUA é diferente.

Comecemos: nos EUA, o ‘Mac book pro’, sai por 3.049 dólares (5968,42 reais). No Brasil ele custa 14.874 reais (7.598,47 dólares). Sim, por módicos 4.549 dólares a mais você tem o mesmo produto. Daria para comprar, nos EUA, um iPAd e mais um ‘Mac book pro’. Exemplo do compromisso sincero e verdadeiro da Apple em praticar preços competitivos.

Já o ‘Mac pro’ nos custa nos EUA 7.399 dólares (14.483.54 reais), isto é, um pouco menos do qe preço do ‘Mac book pro’ no Brasil. E aqui, o mesmo bicho sai por 30.251 reais e 50 centavos (15.454,17 dólares). Novamente um pouquinho mais que o dobro. Daria pra comprar, por esse preço, nos EUA um Chevrolet Sonic, que custa  a partir de 14.785 dólares e com o troco dá pra comprar um versão pé-de-boi do iPad. Ah, com esse mesmo dinheiro, no Brasil, dá pra comprar um Renault Sandero e ainda sobra pra um bom laptop com Windows. Como eu insisto em dizer, preços competitivos é realmente uma prática arraigada na Apple. Isto é do conhecimento até do mundo mineral.

Por fim, o iMac de 27 polegadas custa cá 14.474 reais (7.547 dólares e 38 cents). Menos que o laptop, mesmo tendo uma tela gigantesca. Seguramente deve existir algo nos custos da Apple que justifique esse preço discrepante. Nos EUA, porém, ele custa 3.449 dólares (6.751 reais e 41 centavos), um pouco mais caro que o ‘Mac book pro’, como eu esperarava.  Pelo que se vê o custo é sempre maior no Brasil, mas quem liga em gastar mais que o dobro por um mesmo produto? Seguramente os consumidores norte-americanos devem ser mais bonitos ou cheirosos para terem o mesmo por menos da metade que nós no Brasil. A Apple seguramente tem um motivo sério e justificado, muito além do razoável, do intangível e do inefável para uma política de preços honesta e sensata. E quem compra os seus produtos são sempre pessoas dotadas do mesmo tipo de sensatez. Quem, afinal, poderia dizer o contrário?

Veja a imagem:

Preço Mac

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