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fev

Aborígenes, Marina Silva, Richard Branson, etc

O que tem o filme dos aborígenes azuis e nossa ex-ministra do meio ambiente em comum? Oras, têm o mesmo etos verde. Quem dera o tom musgo fosse dado por uma simples náusea. Com medicação, um simples dramin, enfim, todos ficariam sãos.

No entanto, além de termos de ver o fanfarrão do Richard Branson (é, aquele vermelho como uma lagosta, dono do Grupo Virgin), nos intervalos comerciais na TV, a falar asneiras colossais sobre a poluição ambiental, temos de ver a Marina Silva a vituperar groselhas sobre o meio ambiente, seja nos jornais ou no horário político, agora, nos cinemas, depois do torpe do documentário do Al Gore, temos os aborígenes azuis do James Cameron.

Marina Neytiri

A torpeza maior é que se tem de aguentar dezenas de lapônios a dizer que a temática do filme é relevante. Sim, é a temática do humanos malvados a destruir a natureza massacrando inocentes tribos, monstrinhos com tipo físico de faquir e rabos longos terminados em entrada USB para a ligação espiritual com a mística natureba. Mais um pouco, vai se dizer que é para a conexão transmagnética energética corpo-natureza, no melhor estilo Hare Krishna.

É nessa salada mista que se tem de suportar esses tipos a propagar infâmias. A Marina Silva, provável candidata do Partido Verde, é a mais interessante. Não por demonstrar suas qualidades de modo consciente, mas pelo contrário, por disseminar sandices inconscientemente. Ela fica gabar-se de que se está a inaugurar uma nova forma de se fazer políticas públicas. Sim, é a mesma forma que taxa os humanos de seres malvados, pois com ela se criou regras ambientais tão bizarras que  não se pode construir hidrelétricas (sim, aquelas de energia limpa, renovável). Eco-fascismo, pensará alguém em qualquer parte. O que importa são os saguis da floresta, as suçuaranas, afinal, a Marina Silva, ao lado de Richard Branson, jactam-se de serem uma das cinquenta personalidades que mais se importam com a natureza.

Engraçado que ele, Branson, tem um equipe de Fórmula 1, sim, com carros que fazem cem quilômetros com setenta litros de gasolina e usam 44 pneus num único fim de semana — e ainda tem o desplante de dizer que as queimadas da Amazônia poluem mais que China e EUA somados! Já a Marina Silva que não gosta de hidrelétricas, força o país a usar usinas que queimam gás e óleo combustível — que, segundo as atuais regras ambientais, são menos agressivas ao meio. C’est bizarre! Mas não é tudo, afinal o Al Gore anda a faturar milhões com exuberante negócio de créditos ambientais no exato instante em que físicos e astrônomos dizem que essa historieta de aquecimento global é uma simples idiotice — patrocinada por quem pode ganhar os tubos com ela. Al Gore, pegamos você!

Somos todos desintenligentes ou essa gente forma uma quadrilha de eco-filisteus? Ou eles são, simplesmente, inconscientes de sua ignorância? Bom, o Al Gore pode ser até um boa praça, mas é tão sagaz quanto um metralha. E o Branson? Só quer pagar uma de politicamente correto? Mas a Marina Silva, essa não, é imperdoável. A CVS vai mandar uma corda pra todos eles, a título de cortesia.

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Aproveitando o ensejo Já que o filme Avatar deu azo a uma postagem, que tal irmos para além dela?

por  Nogueira  em  06/02/2010

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